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Imagem retirada de https://www.dw.com/pt-br/o-professor-de-nata%C3%A7%C3%A3o-mais-velho-da-alemanha/a-50233634
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Leopold Kuchwalek se aproxima lentamente da piscina, dobra os joelhos, respira fundo e pula de cabeça na água. Não parece muito elegante, mas, para alguém aos 102 anos de idade, é impressionante. Quando Leopold, conhecido como Leo, depois de poucos segundos, emerge na superfície, está radiante. Nadar é sua grande paixão.

"Sempre gostei de esportes aquáticos", conta Leo. Após ter sofrido um infarto, há 17 anos, ele precisou diminuir o ritmo e cuidar para não se sobrecarregar. Uma vez por semana, porém, dá aulas de natação voluntariamente em uma piscina no bairro Lichterfelde, em Berlim. Desta vez, vieram oito crianças, que têm entre seis e oito anos de idade.

Denis e Clara estão animados com a aula. "102 anos é muito tempo", diz Clara. E Leonie está admirada: "Acho muito legal termos um professor tão velho." As crianças pulam na água, uma depois da outra. Leo presta atenção nos movimentos e corrige um pouco a técnica.

"Ele tem muita paciência e gosta de nos ajudar", afirma Denis, que quando começou o curso de natação, aos sete anos, tinha medo de água. Leo conseguiu fazê-lo superar o medo, principalmente com humor, que aparentemente faz milagres com os pequenos.

"Nós nos divertimos. Ainda não sou tão velho e quero envelhecer um pouco mais", ri Leo e retorna à piscina. Denis o segue.

Professor há 35 anos
A natação não foi sua primeira profissão. Leo é serralheiro e tinha uma empresa em Berlim. Apenas em 1984, quando já estava aposentado, se tornou professor de natação. Como tinha muito tempo livre, gosta de água e queria fazer algo útil, procurou a Cruz Vermelha para fazer um curso e tornar professor do esporte.

Já se passaram 35 anos, e suas articulações não colaboram mais como antes. Mas Leo continua independente. Ele construiu sua própria casa depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Seu lar é cheio de vida, com uma decoração alegre. Tapetes coloridos, muitos quadros, fotos em preto e branco com rostos jovens e sorridentes.

No meio da sala, há uma grande mesa de comer. "Ontem fiz geleia com ameixas do meu jardim. Quer provar?", oferece Leo, colocando uma xícara de café na mesa e, em seguida, cortando devagar um pedaço de bolo. "Não preciso de ajuda nem para me vestir", acrescenta.

Sua independência é importante. A ideia de viver um asilo o apavora. "É muito bom estar em casa. Quando puder arrumar minha própria cama, estou satisfeito", afirma.

"Vivi e amei minha vida"
Leo admite que há momentos em que se sente sozinho. Há quatro anos, a esposa Hildegard morreu. "Ela era um tesouro. O meu tesouro. Minha Hilde", diz triste enquanto mostra uma foto do seu grande amor. "Jamais vou esquecê-la. Ela fez tanto por mim. Teve três filhos. Nosso primeiro filho infelizmente morreu quando ainda era bebê. Isso foi na guerra."

Os dois se apaixonaram quando tinham 16 anos e tiveram um casamento que durou 73 anos. "Até o fim fomos fiéis e recomendo isso a todos", diz Leo, que sofreu muito com a morte de Hildegard, que tinha 95 anos. Seu trabalho voluntário como professor de natação e seus colegas lhe salvaram da depressão.

Desde então, ele tenta reunir forças com as boas lembranças. Seus filhos moram perto e o ajudam com as tarefas domésticas. "Vivi e amei minha vida apesar de todos os golpes do destino."

Leo sobreviveu a duas guerras. Quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, em 1933, ele tinha 16 anos. Depois foi recrutado como soldado mensageiro e enviado para a Frente Oriental. No final da Segunda Guerra Mundial, foi feito prisioneiro de guerra pelos soviéticos e obrigado a trabalhar na reconstrução da então Stanlingrado, atual Volgogrado.

Ele não gosta de falar sobre esse período. "Nada mais me abalou depois da guerra. Foi muito ruim. Surpreende-me que o mundo ainda esteja desorganizado. Não precisamos mais de guerra, e estou feliz que temos paz na Alemanha", comenta Leo.

Desde que completou 100 anos, seu telefone começou a tocar com frequência. Jornalistas de todo o mundo querem saber o segredo para viver tanto tempo e continuar jovem. "Até na Rússia e no Japão já escreveram sobre mim", conta. Ele guarda todos os recortes de jornais para os quais deu entrevistas.

Sem acesso à internet, às vezes, Leo recebe cartas. Pessoas revelam o quanto ele as inspirou e motivou para manterem uma vida ativa. Ao ler esses depoimentos, os olhos de Leo se enchem de lágrimas. Sua receita para uma vida longa: não fumar, fazer algo pelos outros e, é claro, nadar.

Por isso, ele espera ansioso pela próxima quinta-feira, quando pegará sua bolsa de esporte e, de ônibus, irá até a piscina. O trajeto leva uma hora, e Leo precisa trocar duas vezes de condução. Ele sempre fica contente em rever os alunos e novamente pular na água, de cabeça. Até quando for possível.

Fonte: Deutsche Welle

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